Fieis agredidos e expulsos da igreja
Os fieis da paróquia de São José foram agredidos e expulsos da igreja, pela qual estão lutando há anos para ter o direito de usá-la

A igreja foi construída há mais de 100 anos graças às ofertas dos católicos. Em 1918 os comunistas fuzilaram o pároco na porta do templo, e em 1934 os soviéticos entregaram o edifício a uma organização esportiva. Durante a IIª. Guerra Mundial, por um breve período, a igreja foi usada pelos católicos do corpo militar italiano. Depois da guerra a KGB (polícia secreta comunista) fechou a igreja. No tempo da independência da Ucrânia o primeiro ministro, indevidamente, vendeu a igreja a uma firma registrada no Panamá, e depois foi descoberta uma fraude de 2 bilhões de dólares que saíram do país. A igreja foi devastada. Eles pensavam de construir um cassino, porque fica no centro da cidade. Dniepropietrovsk tem mais de 1 milhão de habitantes e a comunidade católica de 1.500 pessoas, está sediada numa pequena e velha casa, adaptada para celebração litúrgica. Em 2006 o tribunal deu a sentença que declara a paróquia de São José histórica e legitimamente herdeira da igreja, porém nada foi feito até agora para que o edifício seja restituído.
No final de junho “alguém” abriu as portas da igreja. Os fiéis notaram: não havia ninguém – parecia estar abandonada – entraram. A igreja estava queimada por dentro e cheia de escombros e de lixo. Pensaram em ajeitá-la um pouco. Depois de algumas horas de trabalho o Vice-provincial da Ucrânia, Blazej Suska celebrou a primeira missa, depois de 60 anos. Para todos parecia um milagre! Para a festa de São Pedro e São Paulo veio o bispo do lugar, Dom Stanislaw Padewski OFMCap. No dia 3 de julho um grupo de quatro homens entrou na igreja e espancando violentamente, pôs para fora as pessoas que estava ali dentro. Os frades perguntaram: é um milagre ou uma provocação? Os Capuchinhos da Ucrânia pedem ajuda, sobretudo orações para uma solução divina desta ilegalidade.
O capítulo geral da Ordem dos Capuchinhos, atualmente reunido em Roma, elegeu fr. Mauro Jöhri, provincial da Província capuchinha da Suíça, como novo Ministro geral. Mauro sucede o canadense fr. John Corriveau, que guiou a Ordem nos últimos 12 anos.